No man’s land

Wonder-Woman-No-Mans-Land

Eu não estava preparada pra Mulher Maravilha começar com uma cena de Paris. Sabe quando o coração acelera? Ali já soube: vou amar esse filme, aconteça o que acontecer. Aí, né? 1a Guerra, a guerra pra acabar com todas as guerras, vocês estão brincando comigo? E pá, a melhor cena, Diana atravessando a terra de ninguém. Todo mundo já fez seu textão sobre o filme, análises profundas e embasadas, o feminismo, os movimentos sociais, o mundo, tudo tá ali. Mas minha leitura é bem rasa e bem pessoal mesmo. Meu mundo é meu umbigo. E tá todo mundo ali na trincheira, né? Parados há um ano. Um ataque aqui, uma defesa ali, mas no fundo estão empacados. Em condições ruins, quem quer viver numa trincheira? Mas ninguém avança. Ninguém recua. À frente, aquela terra toda desocupada, terra de ninguém. Que é perigosa pois desconhecida, mas que é preciso ser atravessada pra chegar do outro lado, este outro desconhecido, não se sabe exatamente o que vamos encontrar. Mas ela vai. Diana vai, confiante. Porque ficar parada ali simplesmente não é uma opção. Ela encara. A gente sabe que ela vai conseguir porque afinal ela é a Mulher Maravilha. Mas se ela não tivesse ido, não conseguiria, né?

Ah, mas comigo é diferente, eu não sou super-heroína de filme, eu não tenho aquele escudo.

E daí?

 

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