Andei nostálgica demais no último mês. É um conforto quando as coisas dão errado, mas é também fuga, aquele auto-engano de ah, como as coisas eram melhores. Mas será que eram? Tão melhores assim? Agora tô voltada pro futuro, sonhos que estão se concretizando, tantos planos pra executar, que frio na barriga. É mais gostoso. Hora de andar pra frente. 
E o presente? Bem…

Lá no início do ano eu cismei com uma viagem que é um sonho acalentado há quase 30 anos. Falei “vou fazer”. Não é possível continuar vivendo e seguir em frente sem fazer isso antes (claro que era, mas enfim). Pensando bem agora, foi meio loucura. Continua sendo. Mas tá feito. E tá chegando a hora. E vai ser bom. E apavorante. Mas bom. O primeiro de muitos sonhos que espero realizar nos próximos anos. 

Eu adoro artistas de metrô. Músicos e tal. Sempre animam a viagem, deixam o dia mais leve. Mas as coisas estão começando a passar dos limites, dos meus limites. Outro dia era um repentista interagindo com os passageiros. Escolhia um, fazia um verso, todos gargalhavam. Se a pessoa não gostava, ele falava sobre isso, debochava, as pessoas riam mais ainda. Não, gente. Não. Que pavor. Só fiquei o tempo todo pensando na resposta que ia dar se ele viesse se meter comigo. Em pânico. Ainda bem que não veio, porque não consegui pensar em nada. 

Sou tão inábil socialmente que nem sei como me foi permitido viver. 

Junho, seja gentil. E seja longo, por favor. 

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