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Tem uns quinze dias que eu tô me segurando e controlando e respirando fundo pra não entrar numa crise de pânico daquelas. Mas a gente sabe que a ansiedade quando vem, ela vem que vem. Não tem como segurar. Então, se ainda estou controlando, conseguindo manter minha rotina básica, cuidados com as crianças, trabalho e tal, ainda que com taquicardia, com falta de ar, com dores físicas, então é porque não está tão ruim assim. “Não está tão ruim” é tão pouco, você pode pensar. Mas olha. Se você já esteve lá no ruim de verdade, talvez pense diferente.

Mas a vida, ela às vezes chega numas encruzilhadas. Tem quem escolha facilmente o caminho. Tem quem demore mas acabe decidindo. E tem quem fique ali, paralisado.

Daí que nesse meio tempo eu acabei lembrando muito da minha mãe e falando dela. Porque nesses momentos essa ausência pesa mais. Não é que a mãe vá resolver tudo pela gente. Mas não ter essa referência deixa a gente mais frágil. Mais insegura. Mais medrosa. Porque sabe que, se tudo der errado, não tem pra onde correr. Um colo pra chorar. É você e você no mundo, SE VIRA. E às vezes a gente só precisa mesmo de um colo pra chorar e espantar a dor e o medo antes de seguir em frente.

(Era pra ter uma receita de bolo de chocolate aqui, fazendo o link com a minha mãe e o caderno de receitas dela, mas vai ficar pra outro post.)

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